Honrando a Deus em outro nível

Publicado em 08/02/2021

2 Samuel 23
15 Davi comentou: “Ah, como seria bom beber a água pura do poço que fica junto ao portão de Belém!”.
16 Então os Três atravessaram as fileiras dos filisteus, tiraram água do poço e a trouxeram a Davi. Ele, porém, se recusou a bebê-la. Em vez disso, derramou-a no chão como oferta ao Senhor.
17 “Que o Senhor não permita que eu beba desta água!”, exclamou. “Ela é tão preciosa quanto o sangue destes homens que arriscaram a vida para trazê-la.” E Davi não a bebeu. Esses são exemplos dos feitos desses três guerreiros.

Esse é um dos textos bíblicos que mais me impressionam. Não é apenas uma historinha bonita. Foi real.

Fico pensando se eu fosse um desses valentes de Davi, qual seria minha reação ao vê-lo derramando em terra uma água que custou praticamente a minha vida na tentativa de agradar ao rei. Creio que primeiramente eu ficaria indignado. Depois, ao entender que Davi ofereceu aquela água como oferta ao Senhor, mudaria minha indignação para admiração, pois ele valorizou tanto a vida de seus homens que julgou que só Deus poderia receber tamanha honra. Por fim transformaria essa atitude de Davi em exemplo a ser ensinado aos outros.

Davi não estava com sede apenas, pois provavelmente ele tinha água. Ele queria um capricho. Era aquela água direta da fonte, fresquinha e geladinha. É como quando queremos uma fatia de bolo de morango daquela doceria famosa que custa uma nota, ao invés do bolinho que está na mesa no café da tarde. Não tem nada de errado querer isso, mas é um capricho nosso. A diferença é que entre Davi e aquela água estava o exército inimigo, e se os Filisteus pegassem aqueles três homens, matariam no mesmo instante.

Davi percebeu que aquele agrado para ele era precioso demais, e resolveu honrar ao Senhor. Imaginando a reação de Deus, acredito Ele ficou muito feliz com aquela atitude.

Hoje vemos que o ser humano se tornou seu próprio deus. Não negamos nada a nós mesmos, e quando negamos é porque já abusamos antes (por exemplo, negamos comida porque precisamos emagrecer, negamos roupas novas porque já gastamos muito com isso, negamos novos relacionamentos porque já nos feridos anteriormente).

Uma das coisas que menos são negadas são o entretenimento e o lazer. Afinal, temos o direito e nos distrairmos e nos divertirmos. Temos o direito de maratonar várias séries, filmes, novelas. De sair todos fim de semana para viajar, festejar, comer, nos divertir, estar com os amigos. Temos o direito de gastar nosso suado dinheiro (ou o limite de crédito) em coisas que nos agradam.

Note que os maiores problemas que enfrentamos não estão com coisas ilícitas ou proibidas. Os maiores problemas estão no abuso e no desequilíbrio de coisas normais. É como a água de Davi.

Nosso Pai é tão bom que nos pede coisas normais que se tornam nocivas em nossa vida. É um namoro, um emprego, um projeto, ou coisas mais simples. É aquele famoso “sonho que entregamos para Deus”. Alguns quando ouvem o Pai pedir viram o copo rapidinho (entregam fácil) para “derramar a água no chão”, mas às vezes o copo vai virando devagarzinho, com muita dor no coração (você sabe como é!). É muito bom confiar em Deus nessas situações, pois Ele só nos pede coisas que não são de Sua vontade ou não estão no tempo certo.

Mas não quero ficar no nível de ouvirmos Deus nos alertar sobre o que devemos entregar, desistir, abrir mão. Quero voltar ao nível de Davi. Aqui é um nível maior, de entender que sempre realizar nossas próprias vontades é perigoso. Nível de entender que não podemos nos tornar o deus de outras pessoas e nem de nós mesmos, mas que precisamos mostrar que só Deus é digno. Nível de não precisar esperar Deus pedir coisas, mas de saber o que é certo e valioso e tomar uma atitude diferente e surpreendente.

Você talvez possa achar que estou querendo falar da oferta que damos nos cultos. Mas quero que você vá além. Davi não deu aquela água no tabernáculo para o sacerdote. Ele fez isso dentro de uma caverna na presença daqueles três homens (pelo menos). Nossa entrega ao Senhor precisa ir muito além dos cultos, ofertas, ou apenas quando uma autoridade ou todo mundo está olhando. Ela precisa ser natural, cotidiana. É preciso ser um sacrifício vivo que diariamente mata o ego não por gostar de sofrer, mas por entender a grandeza de quem está recebendo sua adoração.

Outra questão é o momento. Esperamos que tudo esteja bem para então honrarmos ao Senhor. É aquele pensamento de “quando as coisas melhorarem quero fazer mais para Deus”. Veja que Davi honrou ao Senhor simplesmente com água, no meio de uma guerra.

Diante disso, te desafio a tomar atitudes inesperadas de adoração a Deus em todas as áreas da sua vida e todos os dias da semana. Torne a honra a Deus algo cotidiano. Não espere apenas fazer coisas quando ouvir Deus pedir algo, mas entenda que os seus princípios e sua Palavra sempre dão certo! Busque equilíbrio em dizer sim e não para os seus desejos. Impacte as pessoas ao seu redor com atitudes de adoração, mas acima de tudo, não faça isso pelos outros, mas pelo seu Pai.

Pr. Jeferson Jones Bernardes Filho.

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